O Bankinter alcança no final do terceiro trimestre um resultado líquido de 403,6 milhões de euros, mais 7,3%, mantendo o bom andamento do exercício.

25/10/2018
  • Os resultados mostram o crescimento de todas as rúbricas. A margem bruta atinge os 1.472,2 milhões de euros, mais 7,5%, maioritariamente provenientes da atividade com Clientes.

  • Tanto a carteira de crédito (+4,8%) como os recursos de Clientes (+10,7%) apresentam uma evolução melhor que a média do sector em Espanha.

  • O Banco mantém valores de rentabilidade (ROE de 13%) e de morosidade (3,2%) em posições de liderança e melhora o seu rácio de solvência com um rácio de capital CET1 fully loaded de 11,7%

  • O Bankinter Portugal apresenta resultados antes de impostos de 43,5 milhões de euros, o que representa mais 75% que há um ano.

25/10/2018: O Grupo Bankinter mantém no final do terceiro trimestre de 2018 a trajetória evidenciada durante o ano: crescimento rentável das principais linhas de negócio, uma rentabilidade acima do sector em Espanha e uma qualidade de ativos que melhora trimestre a trimestre.

O resultado líquido do Grupo alcança os 403,6 milhões de euros a 30 de setembro e o resultado antes de impostos os 552,9 milhões de euros, o que significa um crescimento de 7,3% e de 6,8%, respetivamente, em comparação aos nove primeiros meses do ano anterior.

A rentabilidade continua a ser uma das variáveis mais destacadas, com um ROE (rentabilidade sobre o capital investido) de 13%, o que permite ao Bankinter manter-se numa posição de liderança entre os restantes bancos.

Por outro lado, a qualidade dos ativos segue uma dinâmica semelhante, com um rácio de morosidade que melhora para 3,2%, o que significa 52 pontos básicos a menos que o mesmo dado há um ano e 5 pontos básicos menos que no passado trimestre. No que se refere apenas ao negócio em Espanha, a morosidade atinge valores ainda mais baixos, de 2,92%, o que significa menos de metade da média do setor.

Ainda relacionado com este tema, a carteira de ativos imobiliários adjudicados reduziu-se consideravelmente neste período, alcançando um valor bruto de 366,1 milhões de euros, em comparação aos 470,8 milhões de euros de há um ano e com uma cobertura de 45,2%.

Quanto à solvência, o rácio de capital CET1 fully loaded regista uma melhoria de 24 pontos básicos até este momento do ano e alcança 11,7% no fim de setembro, muito acima das exigências regulatórias estabelecidas para o Bankinter em 2018 pelo BCE.

No que se refere à liquidez, o gap comercial da entidade é de 3.700 milhões de euros; paralelamente, o rácio de depósitos sobre créditos ascende na mesma data a 94,4%.

Os vencimentos de emissões obrigacionistas previstos são de 800 milhões de euros em 2019 e de igual valor para 2020, para os quais o banco conta com ativos líquidos no valor de 13.200 milhões de euros e uma capacidade de emissão de obrigações hipotecárias de 5.500 milhões de euros.

Crescimento consolidado em todas as rubricas

Os resultados apresentados pelo Grupo Bankinter mantêm a tendência de crescimento do exercício em todas as rubricas.

A margem de juros continua a melhorar trimestre a trimestre, fechando a 30 de setembro de 2018 nos 816,3 milhões de euros, o que significa mais 6,7% que a mesma data de 2017.

A margem bruta situa-se em 1.472,2 milhões de euros, 7,5% superior ao valor de há um ano, com proveitos por comissões que crescem 6,2% e que representam já 23% do total desta margem. Entre estas comissões destacam-se as do negócio de gestão de ativos, com 7% mais que em igual período de 2017.

Quanto à margem de exploração situa-se no final de setembro deste ano em 720,7 milhões de euros, o que significa 8,3% de crescimento, pese embora um crescimento nos gastos do período, mais 4,6% na atividade bancária e de 14,2% mais na Linea Directa. Ainda assim, a boa evolução dos proveitos traduz-se numa melhoria do rácio de eficiência da atividade bancária com amortizações, que se situa em 46,9%, face a 47,9% de setembro de 2017.

No que se refere ao balanço do Bankinter, os ativos totais do Grupo somam 76.280,7 milhões de euros no fecho do terceiro trimestre, mais 9,2% que a 30 de setembro de 2017.

O total de crédito a Clientes alcança os 54.750,9 milhões de euros, mais 4,8% em relação ao registado no mesmo período do ano anterior, verificando-se um decréscimo no sector de 1,7%, com dados relativos a agosto.

Quanto aos recursos de Clientes, terminam o terceiro trimestre em 50.289,7 milhões de euros, representando um crescimento assinalável de 10,7% face há um ano, ao mesmo tempo que o sector cresceu apenas 2,9%. Por seu lado, os recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento, fundos de pensões e gestão patrimonial) mostram um crescimento muito semelhante, de 10,6%, alcançando os 28.546,3 milhões de euros.

Um negócio diversificado e rentável.

Os resultados mostram que o negócio com Clientes do Bankinter continua a ser a base da construção dos resultados do Grupo.

No que se refere à contribuição de cada uma das linhas do negócio com Clientes para a margem bruta, a Banca de Empresas continua a ser a que realiza um maior contributo, com 29%. A carteira de crédito deste negócio mantém a sua tendência de crescimento, alcançando no final de setembro os 23.700 milhões de euros, mais 7% que há um ano, enquanto que o sector, no seu conjunto decresce 4,5%, segundo a última informação de agosto do Banco de Espanha.

As comissões provenientes deste negócio crescem 11,4% em relação às verificadas nos primeiros nove meses de 2017, o que mostra a dinâmica verificada por este segmento de Clientes com o qual o Bankinter desenvolve uma atividade muito próxima e especializada. Esta especialização destaca-se no Negócio Internacional, que gera já 26% da margem bruta de todo o negócio de Empresas e onde o Bankinter é hoje uma referência de mercado.

A Banca Comercial, ou de particulares, representa 27% de toda a margem bruta do Banco. Nesta linha de negócio, destacam-se os resultados em dois dos segmentos de Clientes em que o Bankinter conta com maior quota de mercado: Banca Privada e Banca Personal. No primeiro, o património gerido totaliza no final do terceiro trimestre os 37.100 milhões de euros, o que significa 9% mais que há um ano, pese embora a redução verificada nas carteiras por efeito de mercado. O banco captou 2.600 milhões de euros de património líquido destes clientes, 31% mais que no mesmo período de 2017, mostrando assim uma maior atividade neste segmento.

Relativamente aos Clientes do Segmento da Banca Personal totalizam um património de 21.900 milhões de euros, mais 7%, pese embora a má evolução dos mercados. O novo património líquido captado nestes nove meses do exercício foi de 900 milhões de euros.

A evolução dos recursos de balanço, dos recursos geridos fora de balanço e da carteira de crédito dos Clientes da Banca Comercial foi bastante positiva. Como exemplo, destacam-se os bons desempenhos em produtos-chave para a estratégia do Banco, como a conta ordenado, o crédito habitação e os fundos de investimento.

Assim, a carteira de contas ordenado a fecho de setembro é de 7.688 milhões de euros, o que representa mais 21% que há 12 meses. Quanto a crédito habitação, o volume da nova produção é de 1.878 milhões de euros, com 12% de incremento no mesmo período analisado. No que se refere aos fundos de investimento, a carteira é de quase 20.700 milhões de euros, sendo que 45% são fundos de investimento do Bankinter e 55% de outras gestoras, exemplo muito claro de uma estratégia consolidada de arquitetura aberta.

A terceira linha de negócio em termos de contribuição para a margem bruta é a Línea Directa, com 22%. Ao fecho do terceiro trimestre o número de apólices ou riscos seguros por esta filial alcança os 2,96 milhões, com crescimentos no ano de 6% no ramo Auto e de 12% no ramo Casa. Os prémios emitidos alcançam 639,2 milhões de euros no período, mais 7,3% que há um ano. Quanto ao rácio combinado deste negócio, situa-se em 87,6% em setembro e o ROE em 39%.

A linha de negócio de Consumo, desenvolvido através do Bankinter Consumer Finance, mantém igualmente um trajeto de sucesso. A carteira de Clientes supera os 1,2 milhões, mais 22% que os existentes há um ano, com um total de 244.000 novos Clientes captados até este momento do ano. A carteira de crédito ascende a 1.800 milhões de euros, o que representa 38% de crescimento face aos valores de há um ano.

Relativamente ao Bankinter Portugal, que é a linha de negócio incorporada mais recentemente na atividade do banco, mantém o mesmo trajeto de êxito que tem vindo a demonstrar nos trimestres anteriores. Assim, a carteira de crédito mantém a dinâmica deste ano, alcançando um volume de 5.300 milhões de euros, mais 12% que há um ano, sendo significativo o crescimento do crédito nos segmentos de Banca de Empresas, mais 45%. No que se refere aos recursos, o crescimento nestes 12 meses é de 8%, para 4.100 milhões de euros e com recursos geridos fora de balanço que registam um crescimento de 17%.

Por tudo isto, a margem bruta do Bankinter Portugal situa-se nos 93,2 milhões de euros no final de setembro, o que representa um crescimento de 20%, com resultados antes de impostos de 43,5 milhões de euros, o que representa mais 75% que há um ano.

Investimento na digitalização

A atividade digital do Bankinter merece uma nota separada, onde se consolida toda a informação que mostra tanto a transformação digital do banco como a dos seus Clientes. Relativamente aos Clientes, é de assinalar que 93,2% dos mesmos se consideram utilizadores digitais, o que significa que utilizam indistintamente os canais digitais e os presenciais na sua relação com o banco. Quanto aos Clientes que apenas acedem ao banco e realizam as suas operações financeiras através de canais digitais, representam quase 38% dos Clientes do banco.

Atualmente, 30,8% das vendas que se realizam no banco, são feitas de forma digital, o que representa um crescimento de 3 pontos percentuais relativamente ao que representavam estes canais há um ano. Produtos como empréstimos pessoais são adquiridos maioritariamente de forma digital, 86,4%; assim como 44,4% dos fundos de investimento; ou 40% dos seguros de casa, entre outros.

Entre os serviços mais destacados e atuais da atividade digital do Bankinter, destaca-se o portal financeiro COIC, que alcançou os 157.000 utilizadores, 22% mais que há um ano, e 1.000 milhões de euros de depósitos; ou a recente Hipoteca COINC, onde foram solicitadas mais de 700 operações; ou o robotadvisor Popcoin, o primeiro da sua categoria lançado por um banco, e que gere já mais de 1.100 carteiras de Clientes.